28 de janeiro de 2009

Matemática de mendigo

Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no Verde)...

Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos R$ 0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = R$6,00.

Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá  faturado: 25 x 8 x 6 = R$ 1.200,00.

Será que isso é uma conta maluca?

Bom, 6 reais por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem DOA nunca dá somente 10 centavos e sim 20, 50 e às  vezes até 1,00.

Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: R$ 3,00 por hora terá R$600,00 no final do mês, que é o salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia.

Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de R$1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranqüilo debaixo de uma árvore por mais 9 viradas do sinal de trânsito, sem nenhum chefe pra 'encher o saco' por causa disto.

Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real.

De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus rendimentos na Panetiere (padaria em frente ao CEFET). Então lhe  perguntei quanto ela faturava por dia. Imagine o que ela respondeu?

É isso mesmo, de 35 a 40 reais em média o que dá (25 dias por mês) x 35 = 875 ou 25 x 40 = 1000, então na média R$ 937,50 e ela disse que  não mendiga 8 horas por dia.

Moral da História :

É melhor ser mendigo do que estagiário (e muito menos PROFESSOR), e pelo visto, ser estagiário e professor, é pior que ser Mendigo...

Se esforce como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor.

Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que arrumar emprego.

Lembre-se :

    Mendigo não paga 1/3 do que ganha pra sustentar um bando de ladrão.

Viva a Matemática.

Que país é esse?????

12 de janeiro de 2009

19 de dezembro de 2008

O vazio

"






!"

O princípio do nosso fim

Nós morremos no exato momento em que nascemos...
Esta é uma das certezas que temos nesta vida e que nem sempre queremos aceitar. Quando nascemos, a contagem regressiva é disparada e nosso reloginho começa a caminhar rumo à auto-destruição.
Não sabemos quando o final irá chegar... Só sabemos que IRÁ chegar... (Neste ponto, gostaria de ressaltar que considero apenas o final normal de nossa existência. Finais abruptos, causados por acidentes ou fatalidades não estão inseridos no raciocínio que segue).
Assim sendo, quão vaga seria nossa breve existência neste mundo, se não realizarmos ações que possam beneficiar aqueles que aqui ficarão quando já tivermos partido? Por que pensarmos somente em nós mesmos, quando muito em breve já não existiremos?
Por quê?
Um princípio budista sugere que nossa plena felicidade só se dará no "nirvana", que é um estágio da evolução mental no qual percebemos que nada existe por si só e nos livramos da falsa ilusão da posse. Entretanto, se buscarmos o nirvana apenas para nós mesmos, contunuaríamos apegados à ilusão de um "eu" ou "nós" que limitam nossas mentes aos nossos corpos decadentes.
O sentido pleno de felicidade, ou nirvana, só ocorrerá quando tentarmos levar todos os seres até lá. Como fazer isso?
Voltemos à morte. Mais especificamente à nossa morte... O que faríamos neste momento? O que pensaríamos, o que mudaríamos? Esta é a análise que sempre devemos fazer enquanto vivemos... Nos imaginamos no momento da morte e tentamos avaliar se tudo o que fizemos durante a vida teria valido à pena. Devemos ponderar se fizemos mais amigos do que inimigos, se ajudamos mais do que atrapalhamos, se vivemos mais do que morremos...
Não é fácil. Apenas praticando conseguiremos reverter atitudes que já deixamos acontecer...
A morte marca um ciclo. Ou atingimos o nirvana, ou voltaremos várias vezes a este mundo, para sofrermos e tentarmos aprender tudo novamente...
Exercite a mente! Ajude e seja ajudado!

17 de dezembro de 2008

Divagações para um novo ano

Dezembro... 
Mais um final de ano se aproxima... 

Para os que achavam que não chegaríamos ao ano 2000, eis que já estamos a entrar em 2009. É justamente nesta época do ano que as previsões, boas e ruins, começam a surgir. Videntes, profetas e toda a corja de "anunciadores da desgraça" vêm à tona, tentando alistar novos adeptos a seus tortos princípios. Estas pessoas conseguem, muitas vezes sem muita pretensão, atingir a uma quantidade razoável de indivíduos incrédulos, sem esperanças... 

E que mensagem nós, escritores, poderíamos passar para estas pessoas? Como atingir um público que nem compra livros e tampouco acessa este seleto grupo que publica suas idéias e ideais na internet...
O mundo real ainda é muito distante do virtual. Cabe a este grupo (creio que ainda somos cerca de 1% da população brasileira) tentar, num primeiro momento, salientar tais diferenças - até sociais - e em seguida, agir no mundo real para reduzí-la. Num país de terceiro mundo, tenho poucas esperanças em culturizar e reduzir a exclusão digital a valores aceitáveis. Em verdade, nenhum valor diferente de zero deveria ser aceitável. 
Às vezes me pergunto: "nosso governo joga contra?". Prefiro achar que não. Principalmente para o ano que entra, onde o presidente foi escolhido por mais de 65% da população. É verdade, também, que ele sozinho pouco fará. Continuamos imbuídos de nossa responsabilidade social. 

Para os que não se identificam com causas sociais, podemos citar uma referência religiosa oriental, onde o cerne da salvação seria executar duas ações básicas: harmonia e tolerância. 
Harmonia é o sentimento que temos obrigação de conceder a qualquer outro ser. 
E tolerância só depende da imagem mental que nós fazemos dos outros seres. Por exemplo, ser intolerante com os pobres significa que muito devemos fazer para reverter não a nossa situação, mas sim subsidiá-los para que alcancem um patamar razoável, similar ao nosso. 

Por isso, gostaria de deixar a todos minha mensagem para 2009: "Nosso mundo não é aquilo que vemos. É aquilo que nos esforçamos para ver..." 

Felicidades a todos.